sábado, 14 de novembro de 2009

Um timido regresso

Uma pequena sabática, que confesso, começou como abandono.

Por problemas de saúde que me afligem há uns anos, mas que "hoje" se tornam urgentes de tratar , obrigam a uma radical mudança de vida, que implica restrições a alimentação e vícios. Assim refeições a roçar o pecado, fumadas espessas e demais prazeres da vida foram cerceados ao máximo, em prol da tão almejada esperança média de vida. Felizmente o impacto (uso literal) ainda não é determinante para a evolução da doença, pelo que continuam as "choppy rides"...pelo menos até ter coragem para me desfazer de uma e desculpa para me desfazer de outra...projectos "à dandy" também não ajudam.

Entretanto, estou a experimentar algumas novidades da Perdomo: 4ª passada, dia de S. Martinho, acendi um Perdomo Patriarch, formato robusto. Seria interessante dissertar sobre as reacções diversas de alguns dos que partilham Escritório comigo, mesmo considerando todos os esforços (com eficácia total, diga-se) para obviar incómodos...mas quem quer mesmo ser incomodado encontra maneira.

O Patriarch aparenta ser o flagship da Perdomo, tem duas misturas, uma mais soft e outra "maduro" e vem na panóplia habitual de formatos, desde o robusto ao churchill. Escolhi a mais suave em robusto e, apesar de ser um excelente charuto, digo que não é uma aposta inteligente, face ao Fresco, a cerca de metade do preço. O Maduro, como já sei que não me ajeito...nem experimentei.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Luis Martinez

Não apreciei. Tenho de me render às evidências, sou um fumador mansinho e só me aguento com coisas suaves, sem grandes intensidades nem frutados.

A bitola, no entanto, é mesmo adequada a uma daquelas escapadelas "rápidas" depois de um almoço mais curto.

I'm the Boss...

...portanto, vou acender um Luis Martinez e já cá volto!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Momento II


...directamente dos céus do Arizona, E.U.A.

Momento

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Finalmente...

Passado domingo consegui quebrar o enguiço e dar fogo no Montana.

Trata-se de um Butz-Choquin, modelo Montana. Um cachimbo de fornilho volumoso e boquilha curva, que me foi oferecido no Natal passado e que não fumava desde Abril.




Depois de uma cuidadosa limpeza, enchi meio fornilho com mistura Havaneza 1960's - que graças a uns inteligentes micro humidores de usar na bolsa, ainda estava em perfeito estado - e foi dar fogo com um belissimo quinas de cozinha :) ehehehe, não resisti.

A lingua padeceu um pouco, natural num fumador habitual, quanto mais num forçosamente esporádico, mas foi um maná de odores que encheram aquela sala durante cerca de 30...35 minutos. O fornilho, apesar de grosso, lá conseguiu começar a pelar, mas nada que não fosse prontamente debelado pelo caseiríssimo suporte/batente em cortiça. Não tenho dúvidas que mais treino e consequentemente menos pressa e ansiedade em manter o cachimbo aceso poderiam ter melhorado significativamente a experiência.

Obrigado, estejas onde estiveres, por esta magnifica oferta. Agradavelmente pensei em ti durante todo o tempo em que me deleitei nele.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Went shopping...



25 Perdomo Fresco Robustos;

5 Luís Martinez Hamilton Robustos;

Isqueiro Palio

Prenda de Anos atrasada de mim para moi. Segunda-Feira tenho de levar alguns para o Escritório porque o humidor de casa ficou atulhado até cima... isto já com 7 separados para o "Evento Moreira 2009", a realizar amanhã, nos Foros da Amora.

Sempre fui ensinado - bem ou mal, não sei - que as fitas dos charutos eram pura ostentação, mas não resisto a deixar uma imagem da fita dos "Fresco", simplesmente linda.

Na próxima semana tenho de conseguir ter tempo para deixar aqui uns relatos de prazeres de garfo, incluindo um confronto entre dois eternos vizinhos de Setúbal.

Entretanto, vou de fim-de-semana com a máxima de sempre: vamos ver se é desta que acendo aquele maldito cachimbo!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Coisas que não se fazem à semana, ou "A magia d'Agosto"

Sou um gajo chato e desde já aviso que, no presente momento, me encontro ligeiramente alterado, em virtude de um indíce de alcoolémia que não me levaria aos calabouços, mas decerto me faria ganhar umas 6 horas no "descanso". Mas sou um gajo chato porquê? Simplesmente porque, de modo a relatar bem o prazer que acabei de ter, vou ter de recuar até ontem à noite. Eu sou assim, minucioso ao ponto de chatinho. Obssessivo-Compulsivo diz um, simplesmente chatinho dizem os outros todos. É questão de ver o quanto escrevi antes para o que haverá por ler depois.

Adiante:

Ontem estava eu a ver o jornal das tantas naquele novo canal televisivo que ocupa a grelha 7 da televisão por cabo, quando surge a notícia do festival da sardinha, em Portimão.

Por um lado fiquei deprimido, não tanto por não ir a tal festival, mas mais por trazer recordações de felicidades passadas e receios que tais felicidades não se repitam e etc etc etc etc...eu bem avisei que sou chatinho.

Por outro lado, fiquei com desejo da sardinha! Podia florear isto e dizer que blá...mas fiquei apenas com desejo daquela sardinha gorda e pinguça em cima de uma fatia de pão.

De volta ao assunto: a caminho o escritório, pelas 14h00, passei n' "A Ladeira", ali na Marquês de Tomar e eis que o cartaz tem as palavras mágicas: "Sardinhas Assadas".

Depois de muito insistir com o empregado, lá pedi uma dose de sardinhas (-"mas a de 7,5 ou a de 13?"-" ó homem, a que tiver mais sardinhas!"), acompanhada apenas de "selada"( uma pequena homenagem ao simpático empregado) e, à falta de menos, meia garrafa de Santo Isidro tinto (Adega de Pegões de mesa, muuuuito bom, um velho conhecido) e uma latinha de 7UP.

Nem vou descrever mais do que a cara de parvos de 2 empregados que passaram a refeição a olhar para mim. Deviam ter apostado qualquer coisa e perderam, LOL.

As sardinhas, 10, boas, algumas a precisar daquele apertão final...mas compreende-se, dada a hora.
O vinho, sempre uma aposta segura, e misturado com 7UP quase parece blasfémia. SIM, estou a falar de um vinho de mesa! Eu sei...
A salada, imensa, mas à custa do pepino. E como pepino é algo que a m/ condição masculina dispensa (sim...alguém teve de beber aquela meia garrafa e por acaso fui eu, conhecido por n aguentar "alcoolices"), rotulo-a apenas de "adequada".

Meu caro interlocutor (pelo menos 4 V.Exªs já são ;), obrigado!), deleitei-me E sem me lambuzar ( muito complicado aquando da ida às sardinhas em geral). Qual Festival da sardinha!?!?!? Lisboa semi deserta, brinquedo pequeno lavado e alinhado e ainda tenho direito a estes mimos...

Bem, deixo-vos com um JPEG da factura (sim, fui à mousse, mas era "musse auça", daí não merecer crédito) e considerando o que se comeu, é um preço adequado.

Aguardo por repetir a dose, desta feita com convivas, mas no saudoso "Baluarte do Sado", nas traseiras do Tribunal de Setúbal, na Rua Claudio Lagrange.

Entretanto, sei que há uns quantos Perdomo Fresco em formato "Toro" ali n humidor do escritório...e como o instigador do Zé Carlos até já puxou por mim...


...é Agosto pá!!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

As tappas do El Corte Inglés

Tenho este vício que me dá forma anatómica atípica (será?) e que dá pelo nome de comer...e bem. Tanto em qualidade, como (cof cof, etc etc) em quantidade.

Ontem o dia estava a ser pesadote: acordei às 7 e só consegui ter vontade de sair de casa por volta das 14. Foi um marasmo de produtividade, acompanhado de uma profunda má disposição. Há quem lhes chame "dias-não". Eu chamei-lhe "uma desculpa para mimos".

Fui dar uma volta ao El Corte Inglés - basicamente tentando encontrar alguma coisa que me curasse o espírito através da carteira - e à falta de sucesso sentei-me ao balcão das tappas.
Resignei-me e emprestei o meu cartão à dieta para ela ir fazer compras e não me chatear enquanto me entregava aos prazeres do garfo. Ela não quis ir, mas também não chateou nada.

Comecei com um menu 3 Pinchos (€4,95). Dois Pinchos Serranos ( presunto regado com fio de azeite, em cama de tomate, no pão) e um de Polvo fatiado em cama de creme de abacate. A acompanhar, uma túlipa de 30 (seria 30?...não me lembro ao certo).

Assumi então que era tarde para lanchar e cedo para jantar. Pedi sugestão à D. Teresa, que me servia. A resposta foi rápida (porque pré-programada): Temos umas gambas grelhadas com mostarda de estragão. Muito boas.

-"ok. Mande vir. Mais um Serrano e outra destas enquanto espero".

As gambas, muito boas. Seis (...apenas 6! A gula é pecado, mas eu não reconheço a religião) gambas distribuídas por duas espetadas, em cama de mostarda com estragão. Soberbo! Ok, são 13h39 e ainda não almocei, mas estou a salivar de memória.

Terminei com uma mousse de chocolate, ela própria o aspecto menos bom (mas muito longe de ser mau, atenção!) da refeição, porque servida no momento. Chamem-lhe blasfémia, mas eu gosto de uma moussa menos cremosa e mais "cascuda"...quase bombom, a meio caminho de bolo.
Mas repito, uma boa mousse de chocolate, que cumpriu a função de fechar a refeição com chave d'douro.

A conta ficou em €19,95, o que, para duas túlipas, quatro pinchos, uma dose de gambas grelhadas, uma mousse de chocolate e um café não foi muito caro, nunca sendo, obviamente, barato.

Foi o suficiente para me animar o (resto do) dia. Deu-me energia e boa disposição para rever dois bons camaradas de condução...e de letra :)

Rescaldo ma non troppo

Bem, as férias foram giras, mas já passou tanto tempo desde que voltei das ditas que não creio valer a pena alongar-me sobre elas. Foram de descanso, lazer, ócio e quantos mais sinónimos forem possíveis de aplicar, com momentos muito bons de camaradagem e momentos de maior introspecção decorrentes de serem as primeiras a sós, desde 2005. Resta a informação de que o Montana continua por ser utilizado.

Adiante..